Uma semana.

15 junho 2014

        

        Todos dizem que não vamos dar certo porque somos muito diferentes, não vou vir com aquela velha história que “os opostos se atraem”, mas com uma novidade, não se completa um quebra-cabeça com peças iguais, pode parecer clichê, mas virou mania dormir de madrugada falando com você, acordar escutando sua voz, passar a tarde conversando contigo, apenas poder te ver nos finais de semana, é um sacrifício para mim.
        Quando eu te vejo, nossos olhares se cruzam,  por um momento, parece que tudo em volta parou. Só existe eu e você no nosso mundo. Daí começa uma mistura de "te amo" com "te odeio", de "vai embora" com "fica mais um pouco", de "não sinto nada" com "sinto saudade”. E começam as declarações e os ciúmes, cara, eu admito disfarçar ciúmes é complicado! A gente tenta, tenta, mas eu tenho ciúme de frases, de olhares, de conversas, tudo que não for comigo. Na minha cabeça tudo é ameaça pra tirar você de mim. Tenho um lado irônico. Tenho um lado ciumento. Tenho um lado insuportável. Tenho um lado amável. E tu tens o meu todo. Eu sou do tipo de pessoa que surta sem motivo, que some e aparece do nada, que encurta uma conversa sem graça, que estende um bom drama, mas que acima de tudo sabe te amar e fazer feliz como nenhuma outra pessoa foi capaz. Mas, que a gente brigue de ciúme e faça as pazes rapidamente, porque ambos fazem parte do amor. Eu guardo muita coisa só para mim, mesmo que me incomode. Não sei se é defeito, qualidade ou mania. Às vezes é bom ouvir um "senti sua falta" e como eu adoro ouvir o som da tua voz me falando isso, é amor meu maior sonho é trazer você pra minha realidade, pra juntinho de mim, mas um final de semana juntos pra nós é como se ficássemos um ano juntos, feliz mais uma semana de namoro, Te amo.


Dias Melhores


Vivemos esperando dias melhores, assim dizia a música da banda Jota Quest. O que seria dias melhores para nós? Dias de paz? Dias para descansar, fugir da vida corrida do trabalho? Fugir do Trânsito? Descansar com tranquilidade da sua família? Ou apenas respirar livremente?
No mundo de hoje, vivemos carregados de estresse, preocupações, decepções, filhos, trabalho, ilusões causadas pelo amor. Mas, no final estamos sempre sorrindo e esbanjando felicidade (por fora), por dentro estamos confusos, como vários fios de telefones enrolados uns aos outros. Mas, sempre sorrindo.
Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo. Pare, pense, reflita. Aquela criança que você era, teria orgulho do adulto que você se tornou hoje? O amor incompreendido, o emprego perdido. O mundo dá várias voltas e em uma dessas voltas nós vamos encontrar a felicidade. Que pode estar escondida na criança que você era.

A felicidade está na próxima volta, e você sabe que ela existe.

João.

06 junho 2014


          João era um cara que vivia por aí, não gostava de balada, ia pouco no boteco e só queria ser feliz. Na escola ele não era o bambambã, não era o fofo das meninas, mesmo assim sobreviveu. Ele usava sua calça alaranjada, sua camisa listrada e um boné da padaria do seu tio. João conhecia um garoto, que gostava da menina que não ia pra balada, mas gostava de João.
          O garoto conhecido de João era o fofo das meninas, mas não suportava ler, ele achava que ler era perda de tempo, diferente de João, que perdia festas, encontros com meninas, saideiras, tudo isso ele abandonava para ler, para viajar no seu mundo da leitura.
          João encontra na leitura o seu refúgio para esconder o amor que sentia por aquela menina, a morena de cabelos longos e cacheados do 23º andar, mas ela também era, a namorada do seu melhor amigo.
          De repente, a menina do 23º andar, percebeu que perto do namorado fútil dela havia um garoto, o garoto da calça alaranjada, que amava ler, não ia pra balada, gostava de observar os outros pés, assim como ela, que para os dois era normal.
          O garoto conhecido de João, ficou louco com essa história, ele achou um absurdo, ela gostou do João. Mas, o João com a garota foi feliz, eles não iam pra balada, ficavam em casa lendo, iam pouco no boteco, andavam sempre na calçada, isso para os dois era normal.
          Essa história eu nem sei se é verdadeira, mas ela fala da maneira de viver do cidadão que vivia bem do jeito que podia e andando noite e dia.... O seu nome era, João.






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