A Culpa é das Estrelas, lançado pela editora Intrínseca,
colocou nas nossas bibliotecas particulares um novo autor, John Green.
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…… [ LONGA PAUSA PRA VOCÊ CHORAR LEMBRANDO A HISTÓRIA DE
HAZEL E AUGUSTUS] ……
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Desculpe, as duas últimas linhas foram só para eu chorar. De
volta à parte seca do post: o sucesso de A Culpa é das Estrelas revelou pra
gente as outras obras de John: Will e Will – Um Nome, Um Destino, O Teorema de
Katherine e o que acabei de ler, Cidades de Papel. Nessas obras (percebi que
esqueci uma delas, mas vou deixar só pra vocês causarem nos comments),
encontramos muito do estilo do autor americano: o senso de humor, as tiradas
inteligentes e a sensibilidade nada melosa. (“Ô, Thiago, meu filho, tem 70
pessoas tentando falar comigo no Face Talk, vamos logo para o assunto do
post?”)
Ok, o Thiago leu bastante John Green, mas não sabe fazer
fotos.
Calma, calma. Uma das coisas que mais amei em John Green foi
ver em seus livros um retrato de como somos nós, os meninos. É até engraçado
perceber que o primeiro grande sucesso dele tenha UMA protagonista, porque John
revela a alma dos garotos como ninguém. E olha que estou pra ver uma alma mais
escondida e maltratada que a dos garotos. Pense que existe um mundo de
revistas, sites, produtos totalmente voltados a ajudar uma garota a se sentir
melhor… Enquanto isso, para nós, existe o quê? PARALELEPÍPEDOS.
Como chegar numa garota (o), como fazer barba, como fazer
amigos… Ninguém está nem aí para o que rola com a gente. Daí, os garotos ficam
meio perdidões, chutando bola, dizendo que te amam, chutando bola, beijando sua
amiga depois, chutando bola de novo… Você – um ser inteligente e normal – não
entende nada, mas a verdade é que nem nós entendemos. E aí que John Green entra
(aleluia, Thiago!). Os personagens dele são esses perdidões aí, só que piores,
porque jogam futebol pegando a bola com a mão (Na boa, bem zoado isso aí, EUA).
Em Cidades de Papel, por exemplo: Quentin é praticamente
obcecado por sua vizinha maluca, Margo. O cara é capaz de sentir o cheiro dela
do outro lado da rua, mas morre de medo, vergonha, insegurança etc. (A lista
não tem fim, por isso não fazem revista pra gente). No livro, os dois se
conhecem desde pequenos e, depois de passarem muito tempo longe um do outro, se
reaproximam numa louca noite, em que Quentin ajuda Margo na vingança mais
bizarra que já vi. É óbvio que, depois disso, o amor dele aumenta. Mas não é
óbvio que Margo, depois disso, desapareça.
A partir daí, o livro vira a jornada de Quentin em busca de
uma Margo desaparecida. Só que, no meio do caminho, ele descobre muito mais do
que isso. Descobre um pouco de quem ele é e do que significa esse grande amor
que sente. Uma trajetória muito parecida com a de outros personagens de John
Green, como os dois Wills meio perdedores (de Will e Will) e o nerd neurótico
Colin (de O Teorema de Katherine). No fundo, um bando de garotos perdidos,
cheios de medo, mas totalmente apaixonados.
Daí você vai dizer: “Thiago, nem todo garoto é tipo o
Quentin, um nerd-fofo-perfeito-quero-cuidar!”. Mas nem toda garota é louca como
a Margo, eu respondo. Oras, em Cidade de Papel, o legal é entender as figuras
que esses personagens representam. Margo é madura, ousada, independente. Muito
parecida com as garotas que me visitam aqui na redação ou que leem meu blog. Ou
será que eu, garoto, vejo vocês assim? Já Quentin é meio bobão ainda, passa a
tarde jogando vídeo game e zoando os amigos. Ou será que ser menino é muito
diferente disso? (Não é, eu garanto). É como se as garotas criadas por John
Green estivessem sempre um passo a frente de seus protagonistas. Ou será que
somos nós, os garotos da vida real, que estamos sempre um passo atrás de vocês?
Boa leitura,
Beijo,
Thi
PS: já amo quem está usando a hashtag #clubedolivroch lá no
instagram.
PS 2: tem chance de ganhar meu amor quem também me mandar
sugestões lá no meu Twitter, @thiwitter
PS 3: amo quem veio aqui ler, independentemente do PS1 e do
PS2.
Créditos: Clique aqui e conheça a coluna do Thiago




